segunda-feira, 30 de março de 2009

O 2º CICLO DE 7 ANOS: DE 7 - 14 ANOS

"As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo"
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Depois dos sete anos, no próximo ciclo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.

Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.

Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.

O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras.

Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará... E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.

Esses sete anos, o segundo ciclo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?

Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando...

Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual. Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é.
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4 comentários:

Escrevendo na Pele disse...

O ser humano é que complica tudo, né? gostei disso. Faz sentido.

Gabriela Castro disse...

Todo ser humano deve viver cada fase a seu tempo. Com todas as suas descobertas, medos e alegrias. E assim chegar mais perto de ser quem se é na verdade.
beijão

A Senhora disse...

Deixa eu contar: o meu mais velho estava jogando um jogo em que eles assumem papéis de personagens - homens ou mulheres, e conforme vai se dando o jogo ganham acessórios. Então, que o mais novo reparou que o personagem do meu filho era uma mulher. (Tudo isso na minha frente).E o mais velho explica, na maior naturalidade do mundo, que era mesmo! "Olha, vou fazer ela correr." disse ele para o mais novo."Dá uma olhada no rabinho dela, que lindo". E os dois caíram na risada.
E eu ali, assistindo de camarote, a brincadeira dos dois...
Fora a bronca que ele deu no amigo, porque não bagunça na classe para "aparecer" para as meninas.
Mas, fora esse ciclo "sexual" ainda tem a fase de decidir caminhos... este é complicado e exige uma diplomacia fenomenal - paciência...

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Carlos...!
Eu não possuo filhos, mas espero poder pensar que ainda poderei tê-los. Possuo comigo que brincar com a sua sexualidade seja apenas engraçado, não será fator relevante para a escolha do que ele irá querer seguir, ser hetero, homosexual ou bissexual. Sim..., temos que saber que brincadeiras também tem limites. A mesma coisa serve quanto aos homens quererem usar brincos, pulseiras, anéis, colares etc...
Lembro-me que minha tia criou os seus filhos, 02 H e 02 M, tomando banho juntos e se tornando adultos trocando de roupa um na frente do outro, sem problemas, naturalmente. Todos se casaram bem. Ou seja, muito irá depender da educação da família, penso eu.
Beijozinhossss,
Ana Lúcia.