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quarta-feira, 11 de março de 2009

O EGO [ I ]


"O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você"
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O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
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O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa? E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
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E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
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Trecho de Além das Fronteiras da Mente
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NOBEL E DEPENDÊNCIA

Livro: OSHO – Beyond Psychology (Cap. 32 – Pergunta 1) - Tradução: Sw. Bodhi Champak


Eu não aceitarei qualquer prêmio Nobel. Toda essa condenação de todas as nações ao redor do mundo, de todas as religiões, é mais valiosa para mim. Aceitar o prêmio Nobel significa que eu estou me tornando dependente – agora eu não estarei mais satisfeito comigo mesmo, mas sim com o prêmio Nobel. Neste exato momento eu só posso estar satisfeito comigo mesmo, nada mais existe com que eu possa me satisfazer.


Dessa maneira você se torna um indivíduo. Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado. Este é o início do seu florescimento supremo. Essas pessoas tidas como reconhecidas, honradas, estão cheias de lixo e de nada mais. Mas elas estão cheias do lixo que a sociedade quer que elas estejam repletas – e a sociedade as compensa lhes dando premiações.


Qualquer homem, que tem algum senso de sua individualidade, vive pelo seu próprio amor, pelo seu próprio trabalho, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito. Quanto mais valioso for o seu trabalho, menor será a chance de obter alguma respeitabilidade para com ele. E se o seu trabalho for o trabalho de um gênio, então você não verá nenhum respeito enquanto viver. Você será condenado enquanto viver... Depois de dois ou três séculos, erguerão estátuas para você, os seus livros serão respeitados – porque demora quase dois ou três séculos para a humanidade compreender o tamanho da inteligência que um gênio tem hoje. O espaço de tempo é grande.


Sendo respeitado por idiotas, você terá que se comportar de acordo com suas maneiras e expectativas. Para ser respeitado por essa humanidade doente, você terá que ser mais doente que ela. Então eles irão respeitá-lo. Mas, o que você irá ganhar? Você perderá a sua alma e nada ganhará."
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