domingo, 19 de abril de 2009

O NÃO REAL E AS MENTIRAS

"Assim, quando você se esconde atrás de fachadas, o real começa a morrer"
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E essa é uma das leis fundamentais da vida: tudo aquilo que você esconde, se for errado, continuará crescendo. Aquilo que você expõe, se for errado, desaparece, evapora ao sol, e se for correto será nutrido. Exatamente o oposto ocorre quando você esconde alguma coisa correta, ela começa a morrer porque não está sendo nutrida. Ela precisa do vento, da chuva e do sol. Ela precisa de toda a natureza disponível para ela. Ela consegue crescer somente com a verdade, ela se alimenta com a verdade. Pare de lhe dar seu alimento e ela começa a diminuir.

E as pessoas estão acabando com aquilo que é real nelas e reforçando aquilo que não é real. A sua face não verdadeira se alimenta com mentiras, por isso você tem que continuar inventando mais e mais mentiras. Para dar sustentação a uma mentira você terá que mentir cem vezes mais, porque uma mentira só pode ser sustentada por mentiras ainda maiores.

Assim, quando você se esconde atrás de fachadas, o real começa a morrer e o não real prospera, torna-se mais robusto. Se você expuser-se, o não verdadeiro irá morrer, ele estará pronto para morrer, porque o não verdadeiro não consegue permanecer no aberto. Ele consegue permanecer apenas em sigilo, na escuridão, nos túneis da sua inconsciência. Se você o trouxer à consciência, ele começará a evaporar.
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3 comentários:

O Profeta disse...

Mas um beijo às vezes
Faz parar o tempo em seu desvario
Arranca mil sentires à alma
Voa no celeste preso em terno fio

Liberta esta lava incandescente
Transbordante em teu peito palpitante
Dá-te as asas de um pássaro azul
Transforma o eterno em sublime instante



Bom domingo


Abraço

rosa_mary disse...

Interessante!
A mentira escondida cresce.
A verdade ocultada morre.
A mentira exposta dissolve.
A verdade mostrada cresce.
Legal! Faz sentido. Bateu como uma luz dentro de mim. Só por essa postagem, o blog já valeu a pena!
PArabéns!!!

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Entre o que vejo e o que digo,
entre o que digo e o que calo,
entre o que calo e o que sonho,
entre o que sonho e o que esqueço,
a poesia.
Desliza entre o sim e o não:
Diz o que calo,
cala o que digo,
sonha o que esqueço.
Não é um dizer: é um fazer.
É um fazer que é um dizer.
A poesia se diz e se ouve: é real.
E, apenas digo é real, se dissipa.
Será assim mais real?

(Octávio Paz – México)

Desejo uma semana iluminada, com muita paz e amor.
Do amigo
Eduardo Poisl