quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A MENTE DUAL

A coisa verdadeira é permitir o amor e aceitar o ódio também. Se você aceitá-lo, logo verá que ele estará desaparecendo e a mesma energia está se voltando para o amor. Um dia ele desaparece, mas ele não pode ser reprimido. Ele desaparece através da aceitação – e então uma qualidade totalmente nova de amor surge, não corrompida pelo ódio. Mas tal amor somente é possível se você aceitar isso: amor e ódio. Se você reprimir isso, aquele amor mais profundo nunca será possível. Tal amor mais profundo não conhece ódio algum, mas você nada sabe sobre ele, a mente não consegue saber coisa alguma sobre ele. Ele é algo além da mente. Ele não é da mente.

A mente sempre é dual. Se o amor está ali, o ódio está ali. Se a compaixão está ali, a crueldade também está. Se o compartilhamento está ali, a avareza também está. A mente sempre é dual, e se você quiser ir além da mente, então não faça escolhas a partir dessa dualidade. Não diga, ‘Eu escolherei o amor e não escolherei o ódio.’ Assim, você permanecerá na mente para sempre. Simplesmente aceite ambos. Na aceitação, você transcende. Você vai além de ambos, porque você não fez qualquer escolha a favor disso ou daquilo. Mas eu compreendo – o problema é prático.

.

6 comentários:

Rejane disse...

E ainda existe gente que diz que não odeia ninguém.
Somos sim, essa eterna ambivalência
de sentimentos. Muito bom lembrar! Bom dia!

angela disse...

Não é facil, principalmente depois de tantos anos de represão.

Estrela disse...

Tem razão quando diz que ódio e amor são sentimentos muito intensos e que não devemos reprimi-los.
Às vezes fico a pensar por que somos tão racionais,se o que queremos é agir impulsivamente! Por que a razão comanda a emoção?
Tenha uma boa noite!

Lumenamena disse...

Nós somos pensamento/sentimento em perpétua mutação e contradição, amor/ódio.
Não será também esse "eu", o resultado e a contradição do conflito de várias entidades?
Essas entidades contraditórias que constituem o "ego" e que também fizeram nascer o "eu", o observador, o analista. Para compreender a mim mesma, cumpre-me compreender as várias partes de que sou constituída, inclusivé o "eu", que se tornou como observadora, o "eu", que compreende.

Abraços,
Lumena

EDUARDO POISL disse...

-- Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração,
pois um dia você se decepciona.
Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.
Madre Teresa de Calcutá

Desejo uma linda semana com muito amor e carinho.
Abraços

Fabio Rocha disse...

Genial